Hildo Rocha denuncia plano para derrubar Brandão e aponta ‘pânico’ da ala dinista com as pesquisas

Deputado federal Hildo Rocha

Em pronunciamento forte, o deputado federal Hildo Rocha denunciou o que chamou de uma estratégia de “chantagem e ameaça” orquestrada por aliados do ministro do STF, Flávio Dino — grupo conhecido como “dinistas” — contra o governador Carlos Brandão.

Segundo Rocha, existe uma articulação para forçar a saída de Brandão do cargo até o dia 4 de abril, abrindo caminho para que o vice-governador, Felipe Camarão, assuma o comando do estado.

Para o deputado, o desespero do grupo ligado ao ministro tem uma explicação matemática. Hildo Rocha citou dados recentes da Paraná Pesquisas, divulgados nesta terça-feira (10), que mostram um cenário desfavorável para o nome apoiado pela ala “comunista”. O levantamento aponta o crescimento de Orleans Brandão nas pesquisas, chegando a um cenário de empate técnico com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

“O candidato deles está em último lugar. Está explicado o motivo das ameaças e das promessas de tirar o governador na marra, através de operações”, disparou o parlamentar.

A denúncia de Hildo Rocha vai além da disputa local. Ele sugeriu que estaria sendo articulada uma operação da Justiça Federal como represália política, com o intuito de viabilizar eleitoralmente o grupo de Dino.

O deputado afirmou ter questionado formalmente se os articuladores dessas ameaças falam ou não em nome do ministro Flávio Dino, mas ressaltou que, até o momento, permanece sem resposta. Para Rocha, o uso de instituições para fins políticos desenha um “novo escândalo no horizonte”, que pode respingar na imagem do Supremo Tribunal Federal.

O racha no grupo que outrora foi unido no Maranhão parece ser irreversível. De um lado, o Palácio dos Leões tenta manter o controle sucessório; do outro, o grupo que se mantém fiel a Flávio Dino busca retomar o protagonismo, nem que para isso precise de uma ruptura institucional. A data de 4 de abril é o prazo fatal para as desincompatibilizações, e os próximos dias podem ser de muita articulação nos bastidores de Brasília e São Luís.

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