
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA), afirmou à coluna que a quebra de sigilo fiscal e bancário do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi resultado de uma “cagada” de seu colega, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo Duarte Jr, Pimenta deveria ter atuado desde o início para impedir que a CPMI retirasse da pauta a medida. O parlamentar acrescentou que a votação não deveria ter sido simbólica, mas nominal, para evitar riscos e questionamentos posteriores.
“Faltou conversa, diálogo. Foi uma cagada de Pimenta. Muita arrogância”, disse Duarte Jr à coluna na noite de terça-feira (3/3).
O ministro Flávio Dino já limpou a “cagada” ao suspender o ato da CPMI do INSS que determinava a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. Embora a liminar tenha sido concedida a partir de mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, o ponto central é que a votação questionada foi feita em bloco — e isso atinge diretamente o caso dele.
Entenda o caso
Na quinta-feira, 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha em sessão marcada por tumulto. A votação foi simbólica, sem registro nominal dos votos, exigindo que os parlamentares contrários se manifestassem em pé ou levantando a mão.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou sete votos contrários apenas entre os membros titulares, desconsiderando os suplentes, e declarou os pedidos aprovados. A base governista questionou a contagem e aliados do presidente Lula recorreram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que confirmou a decisão da CPMI.