
A Câmara dos Deputados selou, em segundo turno, a aprovação da PEC da Segurança Pública (18/25), enviando ao Senado um texto que promete redesenhar a integração das forças policiais no Brasil. Com um placar avassalador de 461 votos a 14, o projeto contou com o apoio integral da bancada do Maranhão, que votou em bloco a favor da medida.
Coesão Regional e Articulação Política
Diferente de outros estados que apresentaram dissidências, o Maranhão manteve a unidade tanto no primeiro quanto no segundo turno. Essa postura sinaliza um alinhamento estratégico com a pauta de fortalecimento do pacto federativo e a garantia de novos recursos para o setor, pontos centrais do substitutivo apresentado pelo relator Mendonça Filho (União-PE).
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a votação como um “dia histórico”, destacando que o texto final é fruto de um equilíbrio entre a proposta original do Governo e as modificações sugeridas pelo Congresso após ampla escuta da sociedade.
O Mapa da Resistência
A oposição ao projeto ficou restrita a um nicho ideológico específico. Enquanto o deputado Luciano Bivar (União-PE) recuou de seu voto contrário inicial para apoiar a PEC no segundo turno, a resistência final (14 votos) foi composta quase inteiramente pela federação PSOL-Rede, além de nomes isolados do PT e do PL.
Entre os poucos opositores figuram nomes como Erika Hilton (PSOL-SP), Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e Capitão Augusto (PL-SP), expondo que a crítica à proposta uniu, por razões distintas, alas do progressismo identitário e do corporativismo policial.
A PEC 18/25 não apenas integra órgãos de segurança, mas cria mecanismos para que o Governo Federal coordene diretrizes nacionais, evitando o isolamento das inteligências estaduais. Para o Maranhão, a aprovação significa a expectativa de fluxos de recursos mais previsíveis e uma cooperação técnica mais robusta no combate ao crime organizado.