
A política de São Luís presenciou, nesta manhã (5), um espetáculo de covardia institucional. O prefeito Eduardo Braide, para não encarar os estudantes que clamam pelo Passe Livre, abandonou a liturgia do cargo e usou a porta dos fundos para acessar a coletiva de imprensa que ele mesmo convocou.
Enquanto anunciava um pacote de R$ 1,6 bilhão em obras — o nítido “presente de despedida” para quem já mira a cadeira do Palácio dos Leões —, o gestor fugia fisicamente do diálogo com a juventude.
A manobra de Braide não foi apenas um desvio de rota, mas um posicionamento político. Ao ignorar o grupo que cobrava a implantação do benefício estudantil — aprovado pela Câmara, mas boicotado pelo Executivo —, o prefeito sinaliza que a pauta não cabe na sua agenda prioritária de bilhões.
É lamentável um gestor que se tranca em coletivas seletivas enquanto foge do debate. Braide pode até anunciar bilhões, mas hoje saiu menor do que entrou: a imagem que fica é a de um prefeito que teme o diálogo e prefere o isolamento das portas dos fundos ao enfrentamento democrático.