
O Ministério Público do Trabalho entrou no conflito do transporte público de São Luís e ajuizou um dissídio coletivo de greve contra o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte. A paralisação, iniciada em 30 de janeiro de 2026, mantém 100% da frota urbana parada, e já provoca prejuízos graves à população que depende do serviço.
Com a medida, o MPT deixa claro que não se limita a avaliar a legalidade da greve: quer que a Justiça decida diretamente sobre salários e benefícios, incluindo um reajuste emergencial de 6%, na tentativa de encerrar a paralisação. A entrada formal do órgão no mérito marca uma escalada do conflito, mostrando que o impasse não será resolvido apenas com negociações ou decisões anteriores que determinavam a circulação mínima da frota.
O documento protocolado no TRT da 16ª Região destaca ainda o descumprimento das ordens anteriores e a ausência de atuação da Prefeitura de São Luís, apontada como responsável por não viabilizar subsídios essenciais e por não mediar o conflito de forma efetiva. Medidas mais duras, como multa diária de R$ 100 mil e possibilidade de uso de força policial, também são solicitadas para garantir que os ônibus voltem a circular.
O órgão entrou formalmente na disputa, acionando a Justiça para tentar encerrar uma greve que já se arrasta há dias, com impacto direto sobre a vida de milhares de cidadãos.