
A Executiva Estadual do PSB no Maranhão decidiu pelo desligamento de seis deputados estaduais alinhados ao governador Carlos Brandão: Adelmo Soares, Andreia Rezende, Antônio Pereira, Daniella, Davi Brandão e Florêncio Neto. As expulsões ocorrem dias após Brandão confirmar que permanecerá no comando do Executivo até o fim do mandato.
A sinalização do governador frustrou a estratégia da ala oposicionista que defendia sua saída antecipada para que o vice Felipe Camarão assumisse o governo e liderasse um projeto eleitoral ao Palácio dos Leões em 2026. Com o plano inviabilizado, o ambiente político se deteriorou rapidamente.
Lideranças da oposição reagiram publicamente. Márcio Jerry acusou o governador de articular movimentos políticos nos bastidores, enquanto Rodrigo Lago elevou o tom ao afirmar que integrantes da família Brandão poderiam enfrentar sanções sem foro privilegiado. As declarações evidenciaram o desgaste e o inconformismo do grupo.
Nesse contexto, o PSB acelerou seu reposicionamento. Além das expulsões, o partido oficializou a filiação dos deputados Leandro Bello, Othelino Neto e Fernando Braide, reforçando o campo oposicionista na Assembleia Legislativa.
Com as mudanças, o PSB formalizou sua saída do Bloco Juntos Pelo Maranhão e passou a integrar o bloco de oposição, ao lado do PCdoB. A nova bancada soma 11 parlamentares e altera a correlação de forças no Legislativo estadual, com impacto direto nas articulações políticas para 2026.
