“O mal por si só se destrói”: diz Itapary após ser demitido por Braide; Manuela assume a SMTT

Foto Reprodução

“O mal por si só se destrói.” Foi com essa declaração — forte e quase enigmática — feita ao titular do blog do Minard, que o agora ex-secretário da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Maurício Itapary, resumiu sua experiência na gestão do prefeito Eduardo Braide em São Luís. A frase revela, nas entrelinhas, um diagnóstico duro sobre o ambiente político e administrativo que envolve uma das pastas mais críticas da cidade: a do transporte público.

Essa fala, ainda que curta, diz muito sobre o clima de tensão interna, a constante instabilidade e a percepção de que problemas não são efetivamente enfrentados, mas sim empurrados para frente. E nada ilustra melhor esse quadro do que a própria história recente da SMTT na gestão de Braide.

Esse ritmo de mudança não apenas fragiliza a continuidade de políticas públicas essenciais, como acentua a sensação de que a gestão é reativa, não proativa — uma administração que muda líderes no meio das crises em vez de construir soluções duradouras.

O estilo de comando — muitas vezes percebido como pessoal demais, concentrado nos ombros do próprio prefeito — pode gerar frustrações internas e descoordenação, especialmente em áreas complexas como a do transporte urbano, que exigem articulação com empresas, sindicatos, Judiciário e o próprio Poder Legislativo.

A saída de Maurício representou uma baixa significativa para a gestão, já que, além de deixar a pasta de Trânsito e Transportes, ele também se afasta do comando da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), justamente às vésperas do Carnaval.

NOVA CHEFE- Agora, a secretaria passa a ser comandada por Manuela Fernandes, que deixa o IPAM para assumir a função em meio a mais uma crise no sistema de transporte da capital.

Carrossel Administrativo

Desde o início do governo de Eduardo Braide, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) vem se tornando um verdadeiro termômetro da crise municipal. A pasta acumulou uma sucessão de nomes em seu comando, com trocas frequentes ocorrendo em meio a greves, ameaças de paralisação dos rodoviários e dificuldades crônicas no sistema de transporte público da capital. Ao longo da gestão — já em 2025 — a SMTT passou por pelo menos cinco mudanças de secretário, e a demissão de Maurício Itapary representou mais uma ruptura, consolidando o sexto nome a deixar o cargo em um curto intervalo de tempo.

Hoje, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes já é vista como um verdadeiro carrossel administrativo. Passaram pela pasta Cláudio Ribeiro, Diego Baluz, Diego Rodrigues, Rafael Kriek, Daniel dos Santos Nascimento e Maurício Itapary.

Crises e greves no transporte — reflexos da instabilidade

A sequência de mudanças na SMTT ocorreu em meio a crises no transporte público que afetaram diretamente a população. Nos últimos meses, rodoviários já deflagraram greves e paralisações motivadas por atraso no pagamento de salários e benefícios, e há agora novo risco de paralisação em até 72 horas, situação que coloca novamente a cidade à beira de interrupções no serviço de ônibus urbanos. É importante frisar que tais crises não são eventos isolados, mas sinais de um entrave estrutural no sistema de mobilidade da capital.

Nas redes sociais, o prefeito anunciou a troca:

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