
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encerrar a investigação que envolvia dois delegados da Polícia Federal suspeitos de suposta atuação irregular durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A apuração analisava a acusação de que barreiras policiais teriam sido montadas em rodovias com o objetivo de dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação.
A decisão seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou não haver elementos suficientes para justificar a continuidade do inquérito. De acordo com Moraes, não foram identificados indícios concretos de prática criminosa por parte dos delegados Alfredo Carrijo e Leo Garrido, nem fundamentos que sustentassem a investigação por crimes como prevaricação ou violência eleitoral.
No despacho, o ministro ressaltou que as apurações não conseguiram esclarecer pontos básicos, como onde e quando os fatos teriam ocorrido, tampouco a motivação dos supostos atos. Essa ausência de informações essenciais, segundo ele, inviabiliza qualquer persecução penal e poderia causar constrangimento indevido aos investigados.
O caso fazia parte da Petição nº 11.552, que também incluía outros nomes ligados ao Ministério da Justiça e à Polícia Rodoviária Federal. No entanto, Moraes determinou o arquivamento integral do processo, considerando que alguns dos envolvidos já foram condenados em ações penais mais amplas relacionadas aos atos contra o Estado Democrático de Direito, julgadas em processos distintos no STF.
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