
A disputa política acabou falando mais alto que o interesse público. Em meio à tentativa de tensionar o governo Carlos Brandão, uma iniciativa considerada estratégica para a educação maranhense foi parar no freezer da Justiça.
Está paralisada, no bairro Angelim, em São Luís, a obra da primeira escola bilíngue do Maranhão construída com tecnologia modular, projeto que integra o plano de modernização da rede estadual de ensino. A unidade foi pensada para atender mais de 20 mil estudantes, com estrutura moderna e modelo já aplicado em outros estados.
A interrupção não veio por falhas técnicas na obra, mas por uma ação judicial apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB). O parlamentar pediu a suspensão da construção na Justiça Federal. Após derrota em primeira instância, recorreu ao plantão do TRF da 1ª Região e obteve decisão liminar favorável, assinada pelo desembargador Ney Bello.
O efeito concreto, porém, não recai sobre o governo, mas sobre alunos e famílias que aguardam investimentos reais na educação pública.
O canteiro segue parado, o calendário educacional perde tempo e milhares de estudantes ficam à margem de um projeto que prometia ampliar oportunidades. No Maranhão, mais uma vez, a política venceu — e o interesse coletivo pagou a conta.