Senado aprova isenção do IR para renda até R$ 5 mil; texto vai à sanção

Foto Reprodução

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Para compensar a perda de arrecadação, o texto aumenta a taxação sobre altas rendas acima de R$ 600 mil ao ano. A proposta segue agora para sanção presidencial e deve valer a partir de janeiro de 2026.

Relatado por Renan Calheiros (MDB-AL), o projeto manteve a versão aprovada pela Câmara. Segundo ele, cerca de 25 milhões de trabalhadores serão beneficiados, enquanto o aumento de tributação alcançará cerca de 200 mil contribuintes de alta renda. A cobrança extra será gradual, com alíquota máxima de até 10% — quem já paga esse percentual não será impactado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a aprovação como uma “vitória da boa política”, destacando a articulação entre Senado, Câmara e governo para acelerar a tramitação.

Investimentos imobiliários e do agronegócio — como LCIs, CRAs e FIIs — continuarão isentos.

Mesmo com o amplo apoio, algumas críticas foram registradas em plenário. Weverton (PDT-MA) afirmou que o país ainda precisa corrigir distorções que favorecem especulação em detrimento da geração de empregos.

Destaques que poderiam alterar o texto foram retirados após acordo, evitando retorno à Câmara e garantindo celeridade. As sugestões deverão ser avaliadas no PL 5.473/2025, que aumentará a CSLL de instituições financeiras — incluindo fintechs — e ampliará a fatia do governo na arrecadação das “bets”. A votação está prevista até terça-feira.

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