
O governador Carlos Brandão deixou claro que pretende manter o alinhamento total com o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026. Em entrevista à TV Difusora, nesta terça-feira (7), ele revelou que um encontro reservado com o presidente em Brasília deve ocorrer na próxima semana — uma conversa que promete definir os rumos da sucessão no Maranhão e o papel do socialista no tabuleiro nacional.
“Na realidade o que eu tenho sentido é que o presidente Lula tem uma relação muito próxima de mim, de fato ele não esconde que ele gosta de mim, que eu sou um grande parceiro, eu sou amigo, sou uma pessoa correta, ele diz isso publicamente para todas as pessoas quando ele se reúne. Então ele tem ouvido várias pessoas, ouviu vários senadores, deputados federais, ouviu ministros, ouviu as pessoas mais próximas que entende e conhece bem o Maranhão, e eu acho que para poder formar uma opinião. Então ele me disse, ó Brandão, tenho praticamente minha opinião formada, eu quero conversar contigo e a gente pré-agendou para semana que vem, se tiver uma folga na agenda dele. Não antecipamos em Imperatriz, até porque conversar política em evento é uma coisa complicada, então eu mesmo não puxei o assunto porque eu acho que ele tinha que se ater ao conjunto Canto da Serra, então tivemos uma conversa, eu fui do aeroporto até o Canto da Serra, o residencial Canto da Serra, no carro com ele, voltei com ele, tivemos a oportunidade de conversar muitas coisas, mas essa sobre eleição é uma conversa mais demorada, que é a gente precisa mostrar todos os prós, os contras, de que forma a gente pode construir um projeto futuro que esteja em parceria com o presidente Lula”, afirmou Brandão.
Sem pressa, mas com clareza estratégica, o governador adiantou que o diálogo será franco, longo e político. A gente não abre mão de estar junto com o presidente Lula nas eleições de 2026, isso aí é a única coisa que eu tenho hoje com convicção, porque o presidente Lula tem sido um grande parceiro do governo, o presidente Lula veio para a minha campanha, me apoiou, então tenho gratidão, a gente formou uma aliança administrativa. Então nada mais justo que a gente sentar para conversar. Uma conversa mais demorada, equilibrada, como eu sempre fui, uma pessoa moderada, mas sabendo que eu tenho um grupo. E eu tenho que ouvir a posição do meu grupo, já sei mais ou menos o que o meu grupo pensa e a gente vai colocar isso para o presidente Lula, não numa forma impositiva, mas uma forma de diálogo”, frisou.
Questionado sobre uma eventual candidatura ao Senado, o governador desconversou, mas deixou o suspense no ar:
“Isso tudo vai fazer parte dessa conversa.”
A entrevista completa será exibida nesta quarta-feira (8) nos telejornais do Sistema Difusora.