
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade hoje ao julgamento referente à “trama golpista”, mantendo intenso esquema de segurança no seu segundo dia de sessões. A medida visa garantir a integridade dos magistrados e a ordem na Praça dos Três Poderes, enquanto o julgamento de Jair Bolsonaro e sete aliados segue com forte mobilização institucional.
Segundo a Agência Brasil, desde o dia 1° de setembro, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforçou a segurança no entorno da Corte, com bloqueios, revistas a pedestres e veículos, drones de varredura térmica e uma célula integrada de inteligência para monitoramento presencial e de redes sociais. O esquema de segurança se mantém ativo enquanto o julgamento, com previsão até 12 de setembro, avança em sua programação.
O julgamento da trama golpista, iniciado ontem, foi conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Durante a sessão inaugural, de Moraes apresentou o relatório do processo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, expôs as acusações que envolvem crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, dano qualificado, entre outros.
O que está em julgamento
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus sete aliados são acusados de participar de uma articulação que teria tentado impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. Entre os réus estão ex-ministros, militares e assessores próximos ao ex-chefe do Executivo. A PGR mencionou também a existência de um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluiria medidas extremas para organizar um golpe institucional.
Segurança e mobilização institucional
O esquema de segurança inclui:
- Construção de barreiras físicas e policiamento reforçado na Praça dos Três Poderes;
- Drones com tecnologia térmica para varreduras diurnas e noturnas;
- Proibição de manifestações próximas ao STF, além de revista detalhada de bolsas e mochilas;
- Monitoramento contínuo por uma célula de inteligência integrada entre órgãos federais e distritais.
Próximos passos
As sessões seguem até o próximo dia 12 de setembro, com debate sobre preliminares e testemunhos. A expectativa é que os ministros votem após a fase de sustentação oral, proferida inicialmente pela acusação e em seguida pelas defesas dos réus A condenação requer cinco votos favoráveis de uma maioria mínima de três magistrados até o encerramento das sessões.