
O Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC) encaminhou representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) após identificar que o servidor Gilson Pereira Costa ocupava sete cargos simultâneos em diferentes prefeituras maranhenses, recebendo um total de R$ 15.546 por mês. A soma das cargas horárias semanais chegava a 156 horas, praticamente o total de horas existentes em uma semana, tornando impossível o cumprimento efetivo de todas as funções.
Entre os cargos ocupados, Gilson era chefe de seção administrativa em Amapá do Maranhão, assessor administrativo em Centro Novo do Maranhão, assessor técnico I em Godofredo Viana, técnico em informática em Junco do Maranhão, assessor especial em Presidente Médici, agente administrativo em Santa Rita e coordenador em Turilândia. A investigação apontou problemas graves, como distâncias incompatíveis entre os municípios — que chegam a quase 500 km — e falhas nos portais de transparência, com folhas de pagamento desatualizadas ou ausência do nome do servidor em alguns sistemas.
Diante das irregularidades, o MPC solicitou a suspensão imediata dos pagamentos a Gilson até que seja comprovada a frequência e o exercício real das funções, apontando ainda indícios de enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário público, já que recursos estavam sendo pagos por serviços possivelmente não prestados.