
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um procedimento administrativo para investigar a empresária Bruna Vital, proprietária da Farmácia Volutipharma, por suposta prática de discriminação religiosa. A investigação foi iniciada após denúncia registrada na Ouvidoria da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e encaminhada ao MPMA.
A denúncia aponta que Bruna publicou um vídeo no Instagram em tom irônico, referindo-se a clientes de religiões de matriz africana atendidos em uma farmácia concorrente, a Pharmapele do Calhau. No vídeo, ela afirma que “o inimigo era astuto” e menciona, de maneira sarcástica, que a cena se tratava de um “trabalho de abertura de portas e prosperidade”. As vítimas citadas na postagem são Cleiton Tiago Leal Spinosa, Thaina dos Santos Lopes e Elenita Santos Mesquita.
A investigação será conduzida pela 13ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Fundamentais, sob responsabilidade da promotora de Justiça que assina o procedimento. A Delegacia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) foi acionada para realizar diligências investigativas sobre o caso.
O procedimento administrativo foi formalmente registrado no Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP) em 24 de fevereiro de 2025; veja:
