
Apesar de o Ministério da Educação (MEC) ter anunciado o reajuste do piso nacional dos professores, o prefeito da capital maranhense, Eduardo Braide (PSD), permanece omisso e ainda não se pronunciou. O piso subirá para R$ 4.420,55 em 2023, um reajuste de 15% em relação ao ano passado, que era de R$ 3.845,63.
O sindicato dos profissionais do magistério de São Luís, Sindeducação, exige que o chefe do executivo municipal aplique a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008), pois, de acordo com o entendimento da entidade sindical, “o prefeito não precisa esperar para cumprir a Lei do Piso, uma vez que ela é autoaplicável”, afirma o sindicato em uma publicação no seu portal de notícias.
O reajuste salarial, conforme a Lei do Piso, é uma pauta de desgaste entre os docentes municipais e o prefeito Eduardo Braide que se arrasta desde o ano passado (2022). Na época, a categoria deflagrou greve geral para pleitear a concessão do direito negado pela Prefeitura de São Luís, que alegava não manter orçamento para conceder o aumento.
“É bom lembrar que na greve do ano passado, quando o Sindeducação levou às ruas mais de 3 mil professores exigindo valorização das nossas carreiras, melhores condições de trabalho e o fim de escolas insalubres para os filhos dos (as) trabalhadores (as) da capital maranhense, o prefeito Eduardo Braide poderia ter evitado muito desgaste, mas preferiu manter uma mesa de negociação por três meses, sem apresentar proposta concreta. Mostrando-se um gestor autoritário, sobretudo quando ameaçou a categoria de corte de ponto pelos dias de greve, investiu milhões em propagandas na TV na tentativa de desqualificar o movimento paredista para a sociedade e recorreu ao Tribunal de Justiça na tentativa de aplicar multa ao sindicato, entre outras ações”, ressalta o Sindeducação.

As demandas de insatisfação com a gestão do prefeito Braide vão além da pauta financeira, os professores cobram o pagamento dos precatórios do FUNDEF aos docentes que têm direto, a formação continuada e a melhoria das condições de trabalho.
Por que Braide não segue o exemplo de outros municípios do Maranhão e paga o reajuste dos professores?
Essa uma das questões levantadas pelos professores da rede municipal de São Luís, que cobram da gestão de Eduardo Braide a garantia do reajuste anual do piso previsto para 2023, assim como já foi concedido pelas cidades de Pirapemas, Caxias, Codó, Timbiras, Amarante, Itapecuru, Aldeias Altas e Lago da Pedra.
Greve dos professores
Se não houver consenso e boa vontade política por parte do prefeito há possibilidade da capital maranhense enfrentar mais uma greve na educação. Antes de ser eleito, Braide costumava apoiar o movimento grevista dos professores; ainda deputado federal em 2016, utilizou a tribuna para defender a causa e cobrar ações de valorização dos profissionais do magistério e melhorias para rede pública de ensino. Em 2022, já prefeito da cidade, o gestor não mediu esforços para descredibilizar a paralisação da categoria, conforme alega o Sindeducação, ao invés de fortalecer o diálogo e tentar resolver o impasse.

Italo
3 anos atrás
E o governador vc n fala porque, pois nunca pagou o piso.