O Artigo de hoje é de Ricardo Murad…

Foto Reprodução

Como tudo na vida, chega uma hora que as coisas se desgastam e um novo olhar é necessário para mudar e iniciar um novo tempo. Sistemas de governo se esgotam e precisam de renovação. É o desafio dessas eleições. MUDAR O CICLO.

Vitorino Freire reinou absoluto até o ano de 1965 quando Sarney se elegeu governador. Na época, o estado e o povo viviam na miséria. Com a vitória de Sarney iniciou-se um novo tempo. São 57 anos de um sistema com grandes resultados macroeconômicos, mas que falhou em resolver o nosso principal problema, a pobreza. A maioria da nossa gente vive na extrema pobreza há décadas. É necessário por um fim à crescente concentração de renda e na proliferação sem controle de pobres. O MARANHÃO é um Estado rico, tem o décimo sétimo PIB do Brasil. É muita riqueza, mas mantém à margem e sem acesso à ela milhões de maranhenses.

Esse estigma está demonstrado no levantamento do IBGE do ano de 2020. Enquanto o Distrito Federal tem renda média por pessoa de R$ 2.475,00, a do maranhense é de apenas R$ 676,00, quatro vezes menor e a metade da nacional. O problema é esse. Como aumentar e dar renda a todos? Aos pobres que se mantém com auxílios do governo e a dos trabalhadores formais e informais, dos profissionais autônomos, dos micro, pequenos e médios empresários que vivem num mar dificuldades sem recursos para sobreviver com o mínimo de dignidade?

A diferença entre Vitorino e Sarney, registre-se, o melhor governador que tivemos, foi que o primeiro manteve o estado e o povo na miséria, e o segundo, conseguiu enriquecer o estado, sem no entanto ter êxito na diminuição da pobreza. Sarney e os seus sucessores fizeram do MARANHÃO um Estado próspero, mas infelizmente, ao longo de décadas, não conseguiram tirar o povo da extrema carência em que vivem.

Tivemos governadores, conservadores, populistas, progressistas, governistas, oposicionistas, mas todos, seguidores do mesmo modelo concentrador de renda. Ter alcançado o décimo sétimo “PIB” do Brasil não significou muito para o povo, para milhões de maranhenses que continuam pobres como na era vitorinista.

O importante, é se haverá, nessas eleições, quem lidere a mudança que se impõe para iniciar um novo ciclo tal qual Sarney em 1965. Dependemos dela para o futuro. Não queremos mais enriquecer o estado, queremos um governo que trabalhe incansavelmente para enriquecer os maranhenses. Essa é a questão central das eleições. O futuro do MARANHÃO e dos maranhenses dependerá dessa decisão. Mudar o sistema para dar vez ao povo, ou deixar seguir como está? Vamos ter ou não um modelo desconcentrador da renda? Milhões de maranhenses precisam dessa mudança.

Não será fácil porque significará o fim do poder e dos privilégios daqueles que se aproveitam das fragilidades dos eleitores para manter seus mandatos. Ficou fácil ter uma mandato, basta ter poder e dinheiro. E esse círculo vicioso tem que acabar. É o desafio que enfrentaremos para mudar o ciclo no dia 2 de outubro. Com quem? Eu ainda não tenho ideia, mas tenho consciência que posso ajudar.

3 comentários em “O Artigo de hoje é de Ricardo Murad…”

  1. Mauro Carvalho

    4 meses atrás  

    Fico com as palavras de Gabeira que fez ao fim da serie que fazia na Globo News:
    `Pobre Maranhão, esperou uma revolução social com Sarney e agora espera uma revolução econômica com um comunista`

  2. José Sousa dos Santos

    4 meses atrás  

    Tenho a consciência que não é fácil,mas impossível não.
    Educar : sem educação não há prosperidade.
    1 colégios agrícolas, sem comida não há raciocínio.
    2 políticos sem privilégios com comprovação de renda.
    3. Manter educação até o 3 grau porém o pagamento desta educação será em serviços prestados (enxugar a máquina)
    4 todos os crimes serem julgados sem privilégios ( quanto mais alto o conhecimento mais severo o julgamento .
    5 Todos são iguais perante a lei condenado tem que pagar a pena completa sem redução ( para isso o governo o EDUCOU cometeu crime conciente)

  3. Juarez gomes

    4 meses atrás  

    Falou falou e não disse nada.

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