
Futuro ministro do Meio Ambiente da gestão Bolsonaro, o advogado Ricardo Salles foi condenado nesta quarta-feira (19/12) em ação de improbidade administrativa por promover alterações no plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Rio Tietê (SP), a fim de beneficiar indústrias de mineração, enquanto era secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
O juiz Fausto José Martins Seabra, do Tribunal de Justiça paulista, considerou procedente a ação do Ministério Público estadual e condenou Salles à suspensão dos direitos políticos por três anos.
Juntamente com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que teria solicitado as modificações do plano, de acordo com o MP, ele também foi condenado ao pagamento de multa civil em valor equivalente a 10 vezes a remuneração mensal recebida no cargo de secretário; além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.Também foi anulado o processo de mudança do plano de manejo.
Procurado pelo Estado, Salles não atendeu a reportagem.
Fonte: Metrópoles